Secagem de vasinhos (escleroterapia) durante a cirurgia de varizes

Vídeo mostrando escleroterapia (secagem de vasinhos) durante a cirurgia de varizes.
Quando uma pessoa apresenta varizes associadas a microvarizes e telangiectasias, é comum surgir a dúvida: é possível tratar os vasinhos no mesmo momento em que é realizada a cirurgia das varizes maiores?
Em muitos casos, sim. A escleroterapia, popularmente conhecida como “secagem de vasinhos”, pode ser associada ao tratamento cirúrgico das varizes, desde que haja indicação adequada e que o planejamento seja individualizado para cada paciente. No vídeo deste post, mostro justamente a realização da escleroterapia convencional durante uma cirurgia de varizes.
É importante entender que varizes e vasinhos não são exatamente a mesma coisa. As varizes propriamente ditas são veias dilatadas, tortuosas e funcionalmente comprometidas, geralmente localizadas abaixo da pele. Já as chamadas microvarizes ou telangiectasias são vasos bem menores, superficiais, frequentemente responsáveis principalmente pelo desconforto estético.
Durante o planejamento da cirurgia, o Eco-Doppler permite avaliar o funcionamento do sistema venoso e identificar eventuais alterações em safenas, veias perfurantes e colaterais varicosas. A partir dessa avaliação, define-se quais veias necessitam de tratamento cirúrgico e quais pequenos vasos podem ser abordados por escleroterapia.
Na escleroterapia convencional, uma substância esclerosante é injetada diretamente no vaso. Essa substância provoca uma reação controlada na parede da veia, levando ao seu fechamento e posterior desaparecimento progressivo. Quando realizada em associação à cirurgia de varizes, a técnica permite tratar, na mesma oportunidade, parte dos pequenos vasos superficiais que não seriam retirados cirurgicamente.
Entretanto, isso não significa que todos os vasinhos devam ou possam ser tratados durante a cirurgia. A quantidade de vasos, sua localização, calibre, extensão, características da pele e o próprio procedimento cirúrgico realizado precisam ser considerados. Em alguns pacientes, sessões complementares de escleroterapia posteriormente continuam sendo necessárias para obter o resultado desejado.
Outro ponto importante é que o tratamento deve abordar primeiro a causa da insuficiência venosa, quando ela existe. Simplesmente secar os pequenos vasos sem avaliar veias maiores insuficientes pode significar tratar apenas a manifestação visível do problema.
Neste vídeo, você poderá observar como a escleroterapia pode ser incorporada ao tratamento cirúrgico das varizes, associando a correção da doença venosa ao tratamento dos pequenos vasos superficiais.
A proposta é mostrar, de maneira prática, que o tratamento das varizes não precisa ser visto como uma única técnica, mas como uma combinação de recursos escolhidos de acordo com a anatomia e as necessidades de cada paciente.