Tratamento de microvarizes: escleroterapia líquida, LASER e espuma

As chamadas microvarizes ou “vasinhos” são pequenos vasos dilatados visíveis através da pele, muito frequentes principalmente nos membros inferiores. Podem aparecer como finas linhas avermelhadas, arroxeadas ou azuladas e, embora na maioria das vezes representem principalmente uma queixa estética, em alguns pacientes podem estar associadas a sintomas ou a outras alterações da circulação venosa.
Existem diferentes formas de tratamento e a escolha depende principalmente do tipo, calibre, profundidade e localização dos vasos, além das características da pele de cada paciente.
Escleroterapia líquida
A escleroterapia líquida convencional continua sendo um dos métodos mais utilizados. Consiste na injeção, dentro do pequeno vaso, de uma substância esclerosante em forma líquida. Essa substância provoca uma reação controlada na parede da veia, levando ao seu fechamento progressivo e posterior reabsorção pelo organismo. É particularmente útil para telangiectasias e veias reticulares de pequeno calibre e, frequentemente, são necessárias algumas sessões para se obter o resultado desejado.
LASER transdérmico
O LASER transdérmico representa outra opção importante. A energia luminosa atravessa a pele e é absorvida preferencialmente pelo sangue presente no vaso, produzindo sua fototermólise e fechamento. É especialmente interessante em vasos muito finos, em determinadas localizações ou quando a punção com agulha é mais difícil. Em muitos casos, LASER e escleroterapia podem ser utilizados de maneira complementar.
Escleroterapia com espuma
Uma terceira possibilidade é a escleroterapia com espuma. Nesse método, o medicamento esclerosante é transformado em uma espuma antes de ser injetado. Ao entrar no vaso, a espuma desloca temporariamente o sangue e aumenta o contato do medicamento com a parede venosa. Por esse motivo, apresenta uma ação esclerosante mais intensa e pode ser particularmente interessante para microvarizes de maior calibre e veias reticulares que alimentam pequenos agrupamentos de vasinhos.
No vídeo que acompanha este texto, podemos observar justamente a aplicação da espuma em pequenas varizes superficiais. Quando corretamente indicada e aplicada em pequenas quantidades, ela permite tratar seletivamente esses vasos por meio de punções muito delicadas.
Quando a espuma não é a melhor escolha
Entretanto, espuma não significa necessariamente um tratamento melhor para todos os vasinhos. Nos vasos extremamente finos, a escleroterapia líquida ou o LASER podem ser mais adequados. A espuma também pode apresentar efeitos locais transitórios, como pequenos hematomas, endurecimento do vaso tratado, pigmentação da pele ou aparecimento temporário de novos vasinhos muito finos.
Qual técnica escolher?
Por isso, não existe uma única técnica ideal para todos os pacientes. Escleroterapia líquida, LASER e espuma são métodos que se complementam. Uma avaliação vascular adequada permite identificar quais vasos devem ser tratados e escolher, para cada região, a técnica que oferece a melhor relação entre eficácia, segurança e resultado estético.
Para entender como a espuma é preparada e quais são suas vantagens e limitações também no tratamento de varizes maiores, veja o post Espuma no tratamento de varizes!.