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Dr. Abdo Farret Angiologia & Cirurgia Vascular

Pé Diabético, o que não dá para não saber, em 10 slides.

16 de fevereiro de 2016 · 2 min de leitura

Planta do pé de um diabético com úlcera, ao lado dos três fatores da síndrome: neuropatia, isquemia e infecção

Síndrome do pé diabético, ou simplesmente, Pé Diabético.

A Síndrome do Pé Diabético, mais conhecida simplesmente como Pé Diabético, está entre as complicações mais importantes do diabetes mellitus. Seu grande problema é que, muitas vezes, uma lesão aparentemente pequena — uma bolha, uma fissura, um calo ou um ferimento provocado pelo calçado — pode evoluir de maneira silenciosa para uma úlcera, infecção e, nos casos mais graves, comprometer profundamente os tecidos do pé.

O Pé Diabético não é uma doença única. Ele resulta principalmente da combinação de neuropatia diabética, alterações da circulação arterial e maior vulnerabilidade às infecções. A neuropatia pode reduzir ou eliminar a sensibilidade dos pés, fazendo com que pequenos traumatismos passem despercebidos. Já a doença arterial pode diminuir o fluxo sanguíneo e prejudicar a capacidade de cicatrização. Quando uma infecção se associa a esses dois fatores, a situação pode evoluir rapidamente e exigir tratamento especializado.

Por isso, reconhecer precocemente os sinais de alerta é fundamental. Mudanças na coloração da pele, calosidades importantes, deformidades dos dedos ou dos pés, rachaduras, bolhas, feridas que não cicatrizam, áreas avermelhadas, secreção, inchaço e alterações de temperatura merecem atenção. É particularmente importante lembrar que a ausência de dor não significa ausência de gravidade: justamente por causa da neuropatia, uma lesão importante pode existir sem produzir a dor que normalmente serviria como sinal de alarme.

A prevenção começa com atitudes simples: examinar os pés regularmente, observar também a planta e os espaços entre os dedos, utilizar calçados adequados, evitar andar descalço e procurar assistência médica diante de qualquer ferimento que apresente dificuldade de cicatrização. O controle adequado do diabetes e dos demais fatores de risco cardiovasculares também faz parte dessa estratégia.

Quando já existe uma úlcera, não basta tratar apenas a ferida. É necessário identificar por que ela surgiu e por que não está cicatrizando. A avaliação da circulação arterial, da sensibilidade, da presença de infecção e dos pontos de pressão permite definir a conduta mais apropriada e reduzir o risco de complicações.

Preparei uma apresentação objetiva, em 10 slides, abordando os principais aspectos da Síndrome do Pé Diabético, seus sinais, riscos e condutas essenciais. A proposta é reunir, de maneira rápida e didática, aquilo que realmente não dá para não saber sobre essa importante complicação do diabetes.

SÍNDROME DO PÉ DIABÉTICO

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